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O que marca a presença de uma instituição na história de uma comunidade? Não é o tempo, nem tampouco o espaço. No caso de uma escola, especialmente uma escola jesuíta, o que a torna perene é a sua missão. Para fazer memória da caminhada do Colégio Loyola em Belo Horizonte, com olhar agradecido aos que o ajudaram a estabelecer e firmar sua vocação educativa, aconteceu uma Reunião Solene no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHG-MG).

O presidente do IHG, Aloízio Quintão, abriu a sessão comemorativa ressaltando a importância de se preservar e valorizar o passado e, também, de legar às gerações posteriores os registros da história, nesse caso, destacando o transcurso dos 75 anos de criação do Colégio Loyola. Em seu pronunciamento, o presidente do IHG afirmou que as várias turmas que se formaram na escola “constituem valioso testemunho dos benefícios da primorosa educação, disseminados por essa unidade da Rede Jesuíta de Educação em Minas Gerais”.

Alcançar o reconhecimento público pela ação realizada é motivo de gratidão, e a demonstração de um coração agradecido a quem para isso contribuiu também é meio de perpetuar a história. Nesse sentido, o Pe. Álvaro Negromonte reconheceu a acolhida do IHG, ressaltando o modo especial com que a Companhia de Jesus é grata a Minas Gerais, a Belo Horizonte.

Todo acervo jesuíta é marcado por essa relação constante e necessária com a sociedade. No Loyola nos sentimos membros da sociedade mineira, contribuindo e sendo beneficiados por tudo que a cidade nos pode oferecer”, relatou o diretor de Formação Cristã.  Ele completou que “isso só é possível tendo benfeitores, colaboradores, homens e mulheres que acreditam que a educação é um meio eficaz para a transformação da sociedade”.

Para Juliano Tadeu dos Anjos Oliveira, diretor geral do Colégio Loyola, que também se pronunciou, a grande marca que o Colégio Loyola deixa para Belo Horizonte, nesses 75 anos, é a formação de um perfil humano que ajude na construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna, de mais oportunidades, de superação da desigualdade. O perfil é reconhecido pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais e, segundo a presidente da organização patronal, Zuleica Ávila, sustenta-se em três pilares: proposta pedagógica, formação humana e cristã e permanente formação acadêmica.

O perfil formativo ressaltado pelo diretor geral é confirmado, também, pelo Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, que compôs a mesa da Sessão Solene. Antigo aluno do Colégio Loyola, cuja trajetória foi construída, principalmente, nas letras, ele ressaltou a importância da escola no seu despertar para o interesse cultural e o convívio com intelectuais. Ele lembrou uma excursão do Loyola à Argentina, quando ainda tinha nove anos, e como os professores, muito eruditos, sabiam despertar nos estudantes a curiosidade pela vida.

A programação da Reunião Solene contou com uma palestra do padre João Augusto Anchieta Amazonas Mac Dowell SJ. sobre “O projeto educativo da Companhia de Jesus”. Em seu pronunciamento, ele destacou a

convicção da relevância da educação escolar que levou a Companhia de Jesus desde seus primórdios a assumi-la como uma das dimensões centrais de sua missão evangelizadora”.

A sessão comemorativa teve, ainda, a presença de representantes de várias instituições que colaboraram com o Colégio Loyola ao longo da história, antigos colaboradores e antigos alunos. Confira, abaixo, os principais depoimentos das pessoas que estiveram presentes no Instituto Histórico e Geográfico.

Mais do que nunca, a participação estudantil no Loyola tem contribuído para o processo democrático. Hoje, temos a presença do Grêmio em vários setores, como o acadêmico, e a tendência é só melhorar. Com a última direção, o diálogo se fomenta cada vez mais, e a comunidade do Loyola é cada vez mais participativa, contribuindo para a constituição do colégio como um todo. Joshua Ribeiro – Presidente do Grêmio Estudantil

Olho para trás e vejo luz! Foram anos de uma intensidade de vida… Vivi, certamente, os melhores momentos da minha vida lá. O que mais lembro do Loyola daquela época são as amizades que a gente conseguiu formar entre os alunos, até hoje. Olho para trás com agradecimento e com orgulho. E, especialmente, olho para trás sorrindo porque valeu a pena todos os 14 anos de dedicação ao laboratório de Biologia (que montei), o de química, o de física; e aos meninos que, hoje, estão adultos. Como deu certo a educação! Repetiria tudo de novo. Professor Castor Cartelli – Antigo professor

A doação da casa para instalação do Colégio Loyola, em Belo Horizonte, envaideceu toda a família. Eu sou um dos fundadores, aluno de número 17, matriculado na primeira turma. Tive filhos, tenho netos e, agora, um bisneto entrando para o Colégio, dado o nosso orgulho pelo ato da família em atenção à escola. Roberto Lobato – Antigo aluno e sobrinho do Sr. Francisco Lobato, doador da primeira sede do Loyola

Os desafios da missão educativa da Companhia de Jesus, nos tempos atuais, são de dois tipos. Um é a mudança de época que vivemos, do ponto de vista cultural, em grande parte, determinada pelas novas tecnologias. Como acompanhar essas mudanças, que afetam, sobretudo, as novas gerações, e formar crianças, adolescentes e jovens nativos dessa cultura para valores? A Companhia de Jesus tem uma tradição de formação em valores os quais também são valores do Cristianismo. O outro é o momento de crise e de grandes conflitos, de origens diversas, pelos quais passa o Brasil. Então, como formar para uma cultura do diálogo, do encontro? Padre Geraldo de Mori SJ – Reitor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia


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