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By LISIANE MOSSMANN
Aug 27th, 2020

Em 19 de agosto de 2020, o Coordenador Adjunto da Formação Cristã do Colégio Diocesano, Padre Valdivino Teixeira, SJ, completou 25 de Sacerdócio. Natural de Itaú, cidade localizada no sul de Minas Gerais, Padre Valdivino, SJ, nos contou como foi a sua trajetória desde quando percebeu sua verdadeira vocação até o presbiterado.

Em Missão no Colégio Diocesano desde 2017, o padre também relembra os aprendizados que traz consigo, os lugares por qual passou e aconselha aqueles que desejam seguir os mesmos passos.

1. Com quantos anos o senhor iniciou sua caminhada na vida religiosa?

Minha vida religiosa começou desde criança, mas como consagrado na Companhia de Jesus entrei aos 29 anos.

2. Como foi o processo de discernimento da sua vocação?

Eu sentia ser um vocacionado desde criança. Cresci, estudei, trabalhei e na juventude fiquei um pouco afastado da Igreja. Depois retornei à Igreja e comecei a trabalhar na pastoral, onde fui coordenador de liturgia na paróquia. Foi quando começou o questionamento vocacional. Rezando, lendo, buscando orientações sobre vida religiosa, decidi caminhar nesta direção. Encontrei uma religiosa, que foi minha orientadora vocacional. Ela me colocou em contato com a espiritualidade inaciana e me apresentou a Companhia de Jesus. Fui conhecer e comecei a ser acompanhado pelo Padre Quevedo. A vida dos noviços, a espiritualidade inaciana e o apostolado foram determinantes para pedir a minha admissão na Companhia de Jesus.

3. Como foi o processo em rumo do presbiterado?

A formação na Companhia de Jesus é muito exigente e longa. Comecei o meu noviciado em Campinas (SP), e depois de proferir os votos de Obediência, Pobreza e Castidade, fui à João Pessoa (PB) fazer o que chamamos Juniorado. Fiz os cursos de Filosofia e Teologia em Belo Horizonte. Entre estes cursos fui enviado em missão ao norte de Minas, Montes Claros, onde passei um ano. Terminado a teologia me ordenei Sacerdote em Mogi Mirim (SP), no dia 19/08/1995, na festa de Assunção de Nossa Senhora.

4. Qual o significado desses 25 anos na sua vida religiosa?

Ser testemunha do amor de Deus, mesmo sabendo que sou fraco e pecador. Como sacerdote, cuidar e animar aqueles que Deus colocou em meu caminho. Celebrando a Eucaristia, alimentar e incentivar os fiéis no compromisso de construirmos juntos o Reino de Deus. Ser instrumento da misericórdia de Deus para aqueles que O buscam com o coração sincero. Fazer tudo como tudo dependesse de mim, mas sabendo que tudo depende de Deus.

5. Nesses 25 anos, por onde passou? Quais aprendizagens traz consigo?

Depois de ordenado minha primeira missão foi em Juiz de Fora (MG), trabalhando na Formação e preparação de candidatos à Companhia de Jesus. Um tempo em Madrid, Espanha, estudando, e um tempo em Santiago do Chile. Em Belo Horizonte, fui pároco em duas paróquias. Depois de uma breve experiência no Colégio Loyola – BH, fui trabalhar no Colégio dos Jesuítas em Juiz de Fora novamente. Passei por Feira de Santana (BA) noviciado, trabalhando na paróquia, e finalmente cheguei em Teresina, em fevereiro de 2017, para trabalhar no Colégio Diocesano.

6. Qual conselho que o senhor daria para os jovens que buscam também traçar seu caminho na vida religiosa?

Ser perseverantes, aprofundar no conhecimento da vocação, rezar, ter um orientador vocacional que o ajude a fazer um discernimento. Tenha um trabalho apostólico na paróquia. Não é fácil a vida religiosa e sacerdotal, mas é cheia de graças e bênçãos. Vale a pena doar a vida pelo Reino de Deus.