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Espaço Pe. Kolvenbach SJ será usado para potencializar aplicação de novas metodologias.

“Não é a mudança pela mudança que se pretende. Trata-se de se ver a maneira de servir mais e melhor, adaptando-se às circunstâncias dos tempos e momentos, segundo um princípio muito inaciano; é quase um tópico afirmar que não estamos simplesmente vivendo uma época de mudanças, mas uma mudança de épocas”. (Pe. Kolvenbach SJ)

O Colégio Loyola inaugurou, na noite de 16 de maio, o Espaço Pe. Kolvenbach SJ, novo ambiente de aprendizagem da Escola. O Prédio E já começou a funcionar com uma programação intensa: sediou, durante três dias, o I Simpósio da Rede Jesuíta de Educação. O evento reuniu delegações de educadores e estudantes de escolas da Companhia de Jesus de todo Brasil, além de especialistas do país e da América Latina para debater o tema “Currículo e Inovação”.

A inauguração aconteceu no jardim do 1º andar, com a presença do Secretário da Educação da Província dos Jesuítas do Brasil, padre Sérgio Mariucci SJ, do presidente da Rede Jesuíta de Educação Básica, Irmão Raimundo Barros SJ, e do Conselho Diretor do Colégio Loyola. Também participaram alunos, coordenadores pedagógicos, assessores de área, professores e profissionais da área administrativa.

O diretor geral do Colégio Loyola, Juliano Oliveira, falou da alegria de inaugurar o novo espaço sediando o I Simpósio da RJE, na ocasião em que se comemora o aniversário de 75 anos da Escola. Ele fez menção ao jesuíta Peter-Hans Kolvenbach, antigo superior geral da Companhia de Jesus, no período de 1983 a 2008, cuja ação educativa inspirou a escolha do nome para o prédio. No período de atuação do pe. Kolvenbach, destacam-se a publicação das “Características da Educação da Companhia de Jesus” e da “Pedagogia Inaciana”, além da elaboração dos quatro “Cs” – conscientes, competentes, compassivos e comprometidos – “que definem o perfil humano das pessoas que queremos formar em nossas unidades”, ressaltou o diretor.

Juliano contou que o Espaço Pe. Kolvenbach SJ era a antiga residência dos padres jesuítas do Colégio Loyola, adaptada para se tornar um espaço de aprendizagem. Em sua fala, enfatizou algo próprio da espiritualidade inaciana: “o meio pode ser muito potente se soubermos utilizá-lo”. Para o diretor, “o espaço, em si, não garante nada. Ele terá sentido na medida em que nos valermos dele para novas relações, para implementação de novas metodologias, para a implementação de um novo currículo e caminharmos efetivamente para a renovação do apostolado educativo”.

Na sequência, foi descerrada a placa inaugural, pelas mãos dos diretores acadêmico e administrativo, Roberto Tristão e Marco Araújo, e o novo espaço recebeu a benção do diretor de Formação Cristã, Pe. Álvaro Pereira.

Novo espaço vai potencializar aplicação de metodologias ativas

Mais moderno, dinâmico e interativo, conectado com as necessidades do estudante do novo milênio e com os desafios da sociedade contemporânea, o Espaço Pe. Kolvenbach SJ. é um presente do Colégio Loyola à comunidade educativa, neste ano, em que a Escola comemora 75 anos.

Com, aproximadamente, 1.700 metros quadrados, distribuídos em dois andares, jardins externos e arena, o ambiente foi projetado para proporcionar diferentes oportunidades formativas e criar possibilidades distintas de interação dos educandos entre si, com os educadores e com o conhecimento.

Com uma estrutura versátil composta por divisórias móveis em vidro, o espaço, totalmente automatizado, permite a configuração de até onze salas-laboratório, equipadas com recursos multimídia digitais interligados em rede. Os dispositivos, bem como o mobiliário funcional, favorecem o ensino híbrido e a aplicabilidade de metodologias ativas. Nesse ambiente, os estudantes terão à sua disposição tablets, notebooks e chromebooks, bem como acesso à rede wifi. Eles ainda poderão interagir fisicamente com intervenções artísticas disponíveis em paredes-lousa de grandes dimensões.

A educação, hoje, supõe espaços que acolham os estudantes em movimento, que aprendem de diferentes formas e com diferentes interpelações. Segundo padre Mário Sündermann SJ., diretor corporativo do Colégio Loyola, os espaços não podem mais ser rígidos. Eles precisam permitir não só a mobilidade intelectual e acadêmica, mas também física, porque aprendemos também com os sentidos. “Então nós, como escola, estamos respondendo a um grande desafio, que é o novo perfil do discente, que não aprende mais só pela audição, pela visão, num monólogo, nem mesmo com um livro didático extremamente aprofundado”, explica.

Para o jesuíta, também, hoje, é impensável uma aprendizagem consistente que não tenha alguns traços que são do cotidiano da vida, em que o estudante dá sentido ao que aprende, e se põe em movimento, “seja em contato com a pessoa com quem ele está interagindo, no meio no qual ele se posiciona ou intervém, seja, também, com os pares com os quais está construindo o conhecimento”.

De acordo com padre Mário, antigo delegado da Rede Jesuíta de Educação e idealizador do Projeto Educativo Comum (PEC), a escola deve ajudar a criar ambientes onde os estudantes aprendam juntos, ouvindo e interagindo com quem, de algum modo, está mais próximo, até por sua concepção de mundo, por sua vivência. “Já que eles vivem, leem e veem o contexto de uma forma muito similar, têm condições de ajudar a suprir carências do processo formativo um do outro de uma forma mais estratégica, rápida, eficiente e, eu diria, agradável, sensível, emotiva”, afirma.

Para o diretor corporativo, se quisermos uma aprendizagem de sentido “é preciso conectar o estudante com o meio onde acontece e se constrói o conhecimento”. De fato, é esse resultado que o Colégio Loyola espera, ao entregar à comunidade educacional um espaço como o inaugurado nesta quarta-feira.

Segundo o diretor acadêmico Roberto Tristão, a expectativa é que, com a implantação de novas metodologias de ensino, possíveis com o Espaço Kolvenbach SJ., os alunos tenham um diálogo mais intrínseco com novas linguagens de aprendizagem, com o letramento, por meio da utilização de novos recursos de aprendizagem, com a interface de diferentes disciplinas e áreas de conhecimento. De acordo com ele, o prédio dispõe de recursos e infraestrutura para promoção de atividades curriculares interdisciplinares e também de formação integral na perspectiva de um desenvolvimento de habilidades humanas, seja na linha do espiritual-religioso, seja socioemocional.

Aprovação de professores e estudantes

O Espaço Pe. Kolvenbach SJ foi usado em caráter experimental e aprovado por estudantes e professores. A assessora pedagógica e professora de História da 2ª Série do Ensino Médio, Marisa Ribeiro, contou sobre as duas aulas organizadas no novo ambiente, sendo uma delas uma simulação da Revolução Francesa, e as reações dos estudantes. “Eles adotaram uma postura muito mais atenta e ativa, já que tinham liberdade de escolher a metodologia a ser utilizada. Também ficaram mais à vontade e a participação foi muito maior”, contou.

De acordo com a professora, os estudantes reconheceram a valorização deles pelo Colégio com o investimento em um espaço mais moderno, com tecnologias avançadas, agradável e convidativo. “Para mim, é um espaço que estimula a criatividade, a horizontalização da relação, ao diálogo, a participação ativa, porque o espaço é mais colorido, interativo e os recursos são incríveis, tudo automatizado, e fácil de usar”, relata.

Para ela, o ambiente facilita o trabalho do professor, pois os recursos estão todos à mão para chegar e usar. “Foi um privilégio dar aula num espaço desse. É a realização profissional daquilo que a gente acredita para a educação”, afirma. Marisa vê o Espaço Pe. Kolvenbach SJ como “um aliado, convite à ousadia do educador, a sair da mesmice, pensar novas possibilidades, inclusive na forma como se relacionar com o aluno”.

O aluno Gabriel Castelo, da 2ª Série do Ensino Médio, considerou “sensacional” o novo prédio, “com infraestrutura incrível e muito bem projetado, com destaque para as paredes-lousa” por meio das quais os estudantes poderão interagir de diversas formas com o conhecimento. Ele também chamou a atenção para as possibilidades de experiências multissensoriais, “que ultrapassam o método tradicional, de sentar na cadeira e ouvir o professor e vão colaborar para o ensino e o estudo”.